Te pego na saída!
Publicado por Igor Suga em Uncategorized em fevereiro 19, 2012
Pimenta mais ardida do mundo é cultivada em Mirandópolis, SP
Nosso Campo – TV TEMQuem não gosta de uma pimenta, né?
Muitos dizem que elas ajudam no processo de emagrecimeto por acelerar o metabolisto, liberam endorfina – hormônio ligado ao prazer -, além de retardar o envelhecimento celular.
Bom, isso tudo é o que dizem… se é verdade eu já não sei. Mas sei que tem umas danadas que fazem muito marmanjo barbado chorar e pedir… pedir… seja lá o que for para para a sensação de ardor na boca.
O responsável por esta sensação muitas vezes desagradável é a capsaicina, compostos de fórmula molecular C18H27NO3 e estrutural mostrada abaixo
É irritante para mamíferos, incluindo humanos e causa sensação de queimação e ardor em contato com qualquer tecido.
E para passar a dor da pimenta nada melhor que um bom copão d’água, não é mesmo?
NÃO mesmo!
A capsaicina é um composto apolar, ou seja, hidrofóbico. A água só irá espalhar o composto por toda a boca, aumentando assim a tal queimação. É semelhante a tentar apagar com água o fogo numa panela contendo óleo de fritura – a água só irá espalhar o óleo e assim aumentar o incêndio!
Mas e ai, o que será que é bom para combater o “incêndio” da pimenta, hein?!
O café sem Ina!
Publicado por Igor Suga em Divulgação em fevereiro 6, 2012
Café descafeinado pode proteger o organismo contra diabetes tipo 2
Bebida é capaz de ativar metabolismo cerebral que é deficiente em diabéticos e em pessoas com problemas cognitivos
Revista Veja – Notícias: Nutrição
Um novo estudo desenvolvido na Faculdade de Medicina de Mount Sinai, nos Estados Unidos, indica que o café descafeinado é capaz de melhorar o metabolismo cerebral associado ao diabetes tipo 2. Essa ação do cérebro, se reduzida, também pode provocar problemas cognitivos. A pesquisa foi publicada na edição de janeiro do periódico online Nutritional Neuroscience.
Os resultados mostraram que os ratos, ao receberam o café sem cafeína, foram capazes de metabolizar a glicose de maneira mais eficaz, utilizando-a como fonte de energia para o cérebro e evitando que ela se acumulasse no organismo, provocando, ou piorando, o quadro do diabetes. Esse processo de uso da glicose é reduzida em pessoas com diabetes tipo 2 e, além dessa doença, pode acarretar diversos problemas cognitivos. “O metabolismo energético cerebral prejudicado está associado ao declínio cognitivo que ocorre com o envelhecimento do indivíduo e pode impulsionar o aparecimento de doenças neurodegenerativas mais sérias, como a Doença de Alzheimer”, diz Giulio Maria Pasinetti, coordenador do estudo.
A cafeína , assim como o quinino citado no post sobre malária – A Tônica da Maleita -,
é um alcaloide de fórmula molecular C8H10N4O2. Uma característica geral dos alcaloides é que se apresenta, em sua forma isolada, como um pó branco e amargo ao paladar. Atua como um estimulante do sistema nervoso central em humanos, sendo uma das drogas psicoativas mais utilizadas no mundo… e por sorte esta é legal pois muita gente por aí é viciado nela!
Acho que nem preciso comentar muito sobre os efeitos de uma bela xícara de café, não é mesmo? Todos sabem que ela dá aquele ânimo ao acordar e principalmente no meio da tarde quando já estamos com a bateria quase indo embora. Sem contar que o café em si é um ótimo atrativo social.
Mas não vá abusando da cafeína, pois ela pode tirar seu sono!
De acordo com o ministério da agricultura (http://www.agricultura.gov.br) o Brasil é o maior produtor mundial de café e o segundo país em consumo, sendo duas variedades de grãos as mais plantadas: Arábica e Conillon (Robusta). Minas Gerais lidera a posição de Estado produtor.
Bom, voltando ao assunto do café descafeinado.
Como é o processo de retirada da cafeína do café, hein?!
O processo de descafeinação é realizado com os grãos inteiros e ainda crus, ou seja, antes da torrefação, onde se utiliza um solvente que possui afinidade química com a cafeína (“semelhante dissolve semelhante”) e assim carrega-a para fora dos grãos. Os métodos existentes de descafeinação utilizam, em sua maioria, solventes orgânicos, principalmente o diclorometano – um halogenoalcano ou haloalcano – o mais utilizado no Brasil. Também temos o uso de clorofórmio (triclorometano), acetato de etila, álcool (etanol), acetona (propanona), água e o mais legal de todos: o CO2 supercrítico.
Segundo o professor Reinaldo Bazito – que foi meu professor na USP, diga-se de passagem, os fluidos supercríticos são:
Qualquer substância que foi pressurizada e aquecida acima de sua pressão e temperatura críticas(Ponto Crítico), passando a ter propriedades intermediárias entre um gás e um líquido. Eles difundem como gases e dissolvem outros materiais como líquidos, por exemplo.
O gráfico abaixo mostra um diagrama de fases para o CO2, indicando a região em que ele se encontra no estado supercrítico (73,8 bar e 31,0oC).
FUVEST 2012
Publicado por Igor Suga em Uncategorized em fevereiro 3, 2012
Confira abaixo a lista de aprovados na FUVEST 2012
Parabéns a todos os aprovados!
Força e determinação neste ano para aqueles que continuarão brigando!
A Tônica da Maleita
Publicado por Igor Suga em Uncategorized em fevereiro 3, 2012
Pesquisa nos EUA dobra número de mortes por malária no mundo
Doença causou mais de 1,2 milhão de mortes em 2010; OMS aponta 655 mil óbitos
Estadão – 03 de fevereiro de 2012 | 7h 44
A malária causou 1,2 milhão de mortes em 2010, quase o dobro do estimado no último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), o que dificulta ainda mais o objetivo de erradicar esta doença até 2015.
Estes dados estão contidos em um estudo do Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) da Universidade de Washington que foi divulgado pela revista científica “The Lancet”.
Segundo a OMS, em 2010 houve 655 mil mortes por malária, que é transmitida pela picada de um mosquito, sendo que 91% dos casos ocorreram na África e 86% tiveram como vítimas crianças com menos de cinco anos.
A malária, também conhecida como:
- Maleita
- Paludismo ou Impaludismo
- Febre palustre
- Febre dos pântanos
- Febre negra
- Febre intermitente
- Febre terçã ou sezão
- Febre quartã
É causada por um protozoário: Plasmodium sp.
Os protozoários são organismos microscópicos, unicelulares e heterótrofos, sendo suas funções – nutrição, excreção, respiração, reprodução – são realizadas por uma única célula. São divididos em grupos como os Rizópodes, Flagelados, Ciliados e Esporozoários.
Os plasmódios (sim, são mais de dois tipos) causadores da malária pertencem ao grupo dos esporozoários, parasitos que não apresentam estruturas de locomoção; sua reprodução ocorre pela processo de esporulação: reprodução assexuada que tem a capacidade de gerar muitos indivíduos descendentes de uma única vez – os esporos.
Podem causar a malária as seguintes espécies de Plasmodim:
- Plasmodium vivax
- Plasmodium falciparum
- Plasmodum malarie
- Plasmodium ovale
A transmissão da malária é dada pela picada apenas das fêmeas de cerca de cinquenta espécies de mosquitos do gênero conhecido como Anopheles (mosquito prego), parecidos com pernilongos, que é o hospedeiro definitivo, pois nele o parasito se reproduz sexuadamente. Também pode ser transmitida por transfusão de sangue contaminado, através da placenta (congênita) para o feto e por meio de seringas infectadas.
Ciclo do parasita
O plasmódio desenvolve um ciclo sexuado dentro do organismo do mosquito e um assexuado no organismo humano. Depois de 30 minutos que entrou na circulação sanguínea do homem, alcança o fígado e vai-se multiplicando dentro das células hepáticas até que elas arrebentam. Então, eles se espalham no sangue e invadem os glóbulos vermelhos, onde se reproduzem a tal ponto que eles se rompem também.
Sintomas
Os sintomas mais comuns são febre alta, calafrios intensos que se alternam com ondas de calor e sudorese abundante, dor de cabeça e no corpo, falta de apetite, pele amarelada e cansaço. Dependendo do tipo de malária, esses sintomas se repetem a cada dois ou três dias.
Não há uma vacina contra a malária, mas alguns compostos orgânicos fazem parte do tratamento farmacológico de pacientes contaminados.
O primeiro composto utilizado no tratamento da malária foi o quinino (C20H24N2O2), um alcaloide extraído da cinchona. O termo alcalóide significa “semelhente a alcalis”. Esse termo é dado a está classe de composos orgânicos pois estes possuem características básicas – bases de Lewis – devido a presença de pares eletrônicos livres dos átomos de nitrogênio. *Saiba mais sobre outras definições de ácidos e bases.
o quinino é encontrado na água tônica e é o responsável pelo sabor amargo característico da bebida que só é suportável ao paladar para pessoas acima de certa idade.
o quinino é derivado da quinolina, um composto heterocíclico aromático, também extraído da cinchona.
também são derivados da quinolina outros compostos com ação antimalárica, como por exemplo, o cloroquina.
o problema da cloroquina está relacionada com sua toxicidade que pode causar retinite e até cegueira.
Muitos estudos são feitos em busca de novos tratamento para o combate a malária. Além de ser uma infecção difícil de ser tratada devido à esperteza do parasito, a malária é uma doença de “terceiro” mundo que acaba sendo negligenciada por grande empresas farmacêuticas.
To regulando no açúcar!
Publicado por Igor Suga em Divulgação em fevereiro 2, 2012
Consumo de açúcar deve ser regulado, afirmam cientistas
Novo estudo indica que os efeitos danosos do açúcar no organismo são semelhantes aos promovidos pelo álcool; diabetes está entre as doenças que mais causam mortes
Em comentário publicado na edição desta quinta-feira, 2, da revista Nature, três cientistas da Universidade da Califórnia em San Francisco destacam outro responsável pela mudança na saúde pública mundial, além do cigarro e do álcool: o açúcar.
Os autores afirmam que os efeitos danosos do açúcar no organismo humano são semelhantes aos promovidos pelo álcool e que seu consumo também deveria ser regulado.
Estadão – Saúde: 02 de Fevereiro de 2012
Acho que não era tão necessário assim ter três cientistas e um artigo na Nature para saber que o açúcar – em excesso – não é lá muito bom para saúde, não! Se bem que qualquer coisa em excesso não é um bom negócio, não é mesmo?
Nosso organismo, assim como carro, necessita diariamente de certa quantidade de energia. Esta é provida em grande parte pelos carboidratos (também conhecidos como sacarídeos – do Grego: sakcharon, açúcar), uma classe de compostos orgânicos. É interessante notar que todos os carboidratos ou hidratos de carbono possuem entre si uma semelhança que é a molécula de glicose. Nosso metabolismo, ou melhor, o conjunto de reações químicas que ocorrem no organismo, quebram os carboidratos resultando em glicose – um monossacarídeo, uma molécula de açúcar simples – que percorre nosso corpo através do sangue, provendo assim energia para todas as células.
Duas moléculas de açúcar simples podem se ligar entre si formando uma “molécula dupla”.
O terrível açúcar de mesa que adoça nossa vida, nada mais é que uma dessas moléculas duplas formadas por uma molécula de glicose mais uma de frutose, sendo também chamada de dissacarídeo.
Outros dissacarídeos importantes são a lactose (glicose + galactose) açúcar encontrado no leite e maltose (glicose + glicose), também conhecido como açúcar do malte.
Bom, voltando ao temido açúcar de mesa que é tão ou mais prejudicial que o álcool ou o tabaco, aqui no Brasil ele é fabricado a partir do caldo de cana-de-açúcar. Já na Europa o açúcar é feito de beterrabas por um processo bem semelhante ao da cana. O problema é que dizem que a caipirinha feita com açúcar de beterraba não fica tão legal, não… mesmo com uma boa cachaça mineira!
E esse tal de açúcar invertido, o que é que ele é?
Quando se faz passar uma luz especial (luz plano polarizada) por uma solução de sacarose, percebe-se que esta tem a capacidade de rotacionar, mudar, a direção da propagação do plano da luz no sentido horário. Quando a água quebra a molécula do dissacarídeo num processo que chamamos carinhosamente de hidrólise com o auxílio de enzimas – as invertases –, a solução resultante rotaciona esta mesma luz especial no sentido contrário, ou seja, anti-horário. É por isso que chamamos o açúcar de invertido, pois agora ele inverte a rotação “original” da luz!
E o que tem de tão especial nesse açúcar?
Ele é mais doce que o próprio açúcar!
Pois é… mais doce ainda pois agora temos a presença de frutose livre na mistura. A frutose é mais doce em relação à sacarose cerca de 33% (!) sendo encontrada em muitos alimentos industrializados.
Mas não se preocupe, pois a frutose libera as mesmas 4 kcal (quilocalorias) por grama que a sacarose.
Segue um video sobre sacarose:
Quatro morrem intoxicados em curtume em Mato Grosso do Sul
Publicado por Igor Suga em Uncategorized em fevereiro 1, 2012
Quatro pessoas morreram e 16 foram hospitalizadas com intoxicação após a liberação de uma massa de gás ácida em acidente ocorrido no curtume de propriedade do frigorífico Marfrig, em Bataguassu (MS). Dos 16 sobreviventes, três foram levados para um hospital em Presidente Prudente (SP).
Folha de São Paulo (Cotidiano) – Acesso 31/ Janeiro/ 2012
O Sulfidrato de Sódio (NaHS) é um agente redutor utilizado no processo de depilação/ caleiro no processo de curtume de peles animais (transformação de pele em couro).
O Sulfidrato de sódio é obtido pela neutralização parcial do ácido sulfídrico (H2S) com compostos básicos, por exemplo, o hidróxido de sódio (NaOH).
Entretanto, o sulfidrato de sódio em meio ácido pode gerar o gás sulfídrico que além de possuir um desagradável cheiro de ovos podres, é altamente tóxido e irritante às vias aéreas superiores e pulmão.
NaHS + H+ (ácido) → H2S + Na+


