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Uhn, mas que gosto azedo!

Teoria de Ácidos e Bases

 Antes de uma sistematização química do que eram substâncias ácidas e básicas, os químicos consideravam como sendo ácidos todas as substâncias que possuíssem saber azedo. Aliás, a palavra ácido vem do latim acidus, que justamente significa azedo. Alguns ácidos são bem familiares no nosso cotidiano, como por exemplo, o ácido cítrico que é encontrado no limão além de outras frutas cítricas; o ácido acético ou etanóico, componente do vinagre; e também o ácido clorídrico (HCl) encontrado no estômago e associado ao sabor azedo do vômito. Outras características destas substâncias são a de tornar vermelho o tornassol e reagir com certos metais com liberação de gás hidrogênio (H2)

Compostos que possuíam a capacidade de neutralizar um ácido, como as cinzas de madeira e outras plantas, eram chamadas de bases ou compostos alcalinos – cinza em Árabe é al kalai. Podemos falar também que as bases provocam uma sensação escorregadia quando em contato com as mãos, deixar o tornassol azul e ter um gosto adstringente.

Percebe-se que os métodos de saber se uma substância é ácida ou básica pelo sabor azedo ou pela sensação atribuída quando esfregada nas mãos não é nada seguro, podendo causar graves danos à saúde, ou seja, as definições fenomenológicas nestes casos não são válidas.

Arrhenius

Arrhenius

Foi em somente 1887 (perceba que são apenas 124 anos considerando 2011) que o químico e físico Sueco Svante August Arrhenius propôs que toda e qualquer substância que gerasse íons H+ em água era um ácido e que aquelas que gerassem íons OH- em água, eram bases.

Ácidos – Segundo Arrhenius, Substâncias que geram H+ em água

Bases – Segundo Arrhenius, Substâncias que geram OH- (hidroxila) em água

 

Mesmo sendo muito boa e resolvendo grande parte da nossa vida, a definição de Arrhenius se mostrou muito limitada uma vez que muita química acontece na total ausência de água.

Foi pensando nisso que em 1923, o químico dinamarquês Johannes Bronsted e o inglês Thomas M. Lowry, definiram de forma independente, que ácidos são substâncias que transferem prótons (H+) e bases são substâncias que recebem prótons.  A água pode ser o solvente, mas não há necessidade para esta definição.

Ácidos e Bases de Bronsted-Lowry

Bronsted-Lowry

Bronsted-Lowry

Ácidos: doadores de prótons, íons H+ / Bases: aceptores de prótons, íons H+

Bom, mas essa conversa de ácidos e bases ainda não terminou.

Uma terceira definição, agora muito mais generalista, foi cunhada pelo químico Gilbert N. Lewis, aquele mesmo que vocês adoram das estruturas eletrônicas, onde os elétrons são bolinhas!

Gilbert N. Lewis

Gilbert N. Lewis

Pois bem, Lewis defini um ácido como sendo um composto que pode aceitar um par de elétrons e uma base com doadora de pares de elétrons.

 

Para registrar um exercício provando que isso vem sendo cobrado nos vestibulares, segue uma questão da UNESP 2011 vestibular de inverno:

(UNESP 2011) A sibutramina, cuja estrutura está representada, é um fármaco indicado para o tratamento da obesidade e seu uso deve estar associado a uma dieta e exercícios físicos.

Sibutramina

(A) é uma base de Lewis, porque possui um átomo de nitrogênio que pode doar um par de elétrons para ácidos.

(B) é um ácido de Brönsted-Lowry, porque possui um átomo de nitrogênio terciário.

(C) é um ácido de Lewis, porque possui um átomo de nitrogênio capaz de receber um par de elétrons de um ácido.

(D) é um ácido de Arrhenius, porque possui um átomo de nitrogênio capaz de doar próton.

(E) é uma base de Lewis, porque possui um átomo de nitrogênio que pode receber um par de elétrons de um ácido.

Confira abaixo uma Vídeo-aula resumindo as definições de ácidos e bases

Confira também ácidez e basicidade: http://igorsuga.wordpress.com/2011/11/09/197/

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