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Te pego na saída!

Pimenta mais ardida do mundo é cultivada em Mirandópolis, SP

Nosso Campo – TV TEM

Quem não gosta de uma pimenta, né?

Muitos dizem que elas ajudam no processo de emagrecimeto por acelerar o metabolisto, liberam endorfina – hormônio ligado ao prazer -, além de retardar o envelhecimento celular.

Bom, isso tudo é o que dizem… se é verdade eu já não sei. Mas sei que tem umas danadas que fazem muito marmanjo barbado chorar e pedir… pedir… seja lá o que for para para a sensação de ardor na boca.

O responsável por esta sensação muitas vezes desagradável é a capsaicina, compostos de fórmula molecular C18H27NO3 e estrutural mostrada abaixo

Fórmula estrutural da Capsaicina

É irritante para mamíferos, incluindo humanos e causa sensação de queimação e ardor em contato com qualquer tecido.

E para passar a dor da pimenta nada melhor que um bom copão d’água, não é mesmo?

NÃO mesmo!

A capsaicina é um composto apolar, ou seja, hidrofóbico. A água só irá espalhar o composto por toda a boca, aumentando assim a tal queimação. É semelhante a tentar apagar com água o fogo numa panela contendo óleo de fritura – a água só irá espalhar o óleo e assim aumentar o incêndio!

Mas e ai, o que será que é bom para combater o “incêndio” da pimenta, hein?!

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FUVEST 2012

Confira abaixo a lista de aprovados na FUVEST 2012

fuv2012_chamada1

Parabéns a todos os aprovados!

Força e determinação neste ano para aqueles que continuarão brigando!

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A Tônica da Maleita

Pesquisa nos EUA dobra número de mortes por malária no mundo

Doença causou mais de 1,2 milhão de mortes em 2010; OMS aponta 655 mil óbitos

Estadão – 03 de fevereiro de 2012 | 7h 44

A malária causou 1,2 milhão de mortes em 2010, quase o dobro do estimado no último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), o que dificulta ainda mais o objetivo de erradicar esta doença até 2015.

Estes dados estão contidos em um estudo do Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) da Universidade de Washington que foi divulgado pela revista científica “The Lancet”.

Segundo a OMS, em 2010 houve 655 mil mortes por malária, que é transmitida pela picada de um mosquito, sendo que 91% dos casos ocorreram na África e 86% tiveram como vítimas crianças com menos de cinco anos.

A malária, também conhecida como:

  • Maleita
  • Paludismo ou Impaludismo
  • Febre palustre
  • Febre dos pântanos
  • Febre negra
  • Febre intermitente
  • Febre terçã ou sezão
  • Febre quartã

É causada por um protozoário: Plasmodium sp.

Os protozoários são organismos microscópicos, unicelulares e heterótrofos, sendo suas funções – nutrição, excreção, respiração, reprodução – são realizadas por uma única célula. São divididos em grupos como os Rizópodes, Flagelados, Ciliados e Esporozoários.

Os plasmódios (sim, são mais de dois tipos) causadores da malária pertencem ao grupo dos esporozoários, parasitos que não apresentam estruturas de locomoção; sua reprodução ocorre pela processo de esporulação: reprodução assexuada que tem a capacidade de gerar muitos indivíduos descendentes de uma única vez – os esporos.

Podem causar a malária as seguintes espécies de Plasmodim:

  • Plasmodium vivax
  • Plasmodium falciparum
  • Plasmodum malarie
  • Plasmodium ovale

A transmissão da malária é dada pela picada apenas das fêmeas de cerca de cinquenta espécies de mosquitos do gênero conhecido como Anopheles (mosquito prego), parecidos com pernilongos, que é o hospedeiro definitivo, pois nele o parasito se reproduz sexuadamente. Também pode ser transmitida por transfusão de sangue contaminado, através da placenta (congênita) para o feto e por meio de seringas infectadas.

Ciclo do parasita

O plasmódio desenvolve um ciclo sexuado dentro do organismo do mosquito e um assexuado no organismo humano. Depois de 30 minutos que entrou na circulação sanguínea do homem, alcança o fígado e vai-se multiplicando dentro das células hepáticas até que elas arrebentam. Então, eles se espalham no sangue e invadem os glóbulos vermelhos, onde se reproduzem a tal ponto que eles se rompem também.

Ciclo da Malária

Sintomas

Os sintomas mais comuns são febre alta, calafrios intensos que se alternam com ondas de calor e sudorese abundante, dor de cabeça e no corpo, falta de apetite, pele amarelada e cansaço. Dependendo do tipo de malária, esses sintomas se repetem a cada dois ou três dias.

Não há uma vacina contra a malária, mas alguns compostos orgânicos fazem parte do tratamento farmacológico de pacientes contaminados.

O primeiro composto utilizado no tratamento da malária foi o quinino (C20H24N2O2), um alcaloide extraído da cinchona. O termo alcalóide significa “semelhente a alcalis”. Esse termo é dado a está classe de composos orgânicos pois estes possuem características básicas – bases de Lewis – devido a presença de pares eletrônicos livres dos átomos de nitrogênio. *Saiba mais sobre outras definições de ácidos e bases.

Quinino

o quinino é encontrado na água tônica e é o responsável pelo sabor amargo característico da bebida que só é suportável ao paladar para pessoas acima de certa idade.

o quinino é derivado da quinolina, um composto heterocíclico aromático, também extraído da cinchona.

Quinolina

também são derivados da quinolina outros compostos com ação antimalárica, como por exemplo, o cloroquina.

Cloroquina

o problema da cloroquina está relacionada com sua toxicidade que pode causar retinite e até cegueira.

Muitos estudos são feitos em busca de novos tratamento para o combate a malária. Além de ser uma infecção difícil de ser tratada devido à esperteza do parasito, a malária é uma doença de “terceiro” mundo que acaba sendo negligenciada por grande empresas farmacêuticas.

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Quatro morrem intoxicados em curtume em Mato Grosso do Sul

Quatro pessoas morreram e 16 foram hospitalizadas com intoxicação após a liberação de uma massa de gás ácida em acidente ocorrido no curtume de propriedade do frigorífico Marfrig, em Bataguassu (MS). Dos 16 sobreviventes, três foram levados para um hospital em Presidente Prudente (SP).

Folha de São Paulo (Cotidiano) – Acesso 31/ Janeiro/ 2012

O Sulfidrato de Sódio (NaHS) é um agente redutor utilizado no processo de depilação/ caleiro no processo de curtume de peles animais (transformação de pele em couro).

O Sulfidrato de sódio é obtido pela neutralização parcial do ácido sulfídrico (H2S) com compostos básicos, por exemplo, o hidróxido de sódio (NaOH).

Entretanto, o sulfidrato de sódio em meio ácido pode gerar o gás sulfídrico que além de possuir um desagradável cheiro de ovos podres, é altamente tóxido e irritante às vias aéreas superiores e pulmão.

NaHS + H+ (ácido) → H2S + Na+

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Ih, vazou!

Chevron estima vazamento de até 650 barris de petróleo no Brasil

Companhia interrompeu as atividades de perfuração no Campo de Frade

12 de novembro de 2011 | 16h 03

O Estado de São Paulo, em Economia.

RIO DE JANEIRO – A unidade brasileira da petroleira norte-americana Chevron[1] informou neste sábado que estima o vazamento de óleo ocorrido nas proximidades do Campo de Frade, na Bacia de Campos, em 404 a 650 barris. O acidente foi notificado à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na quinta-feira.

Em nota divulgada neste sábado, 12, a Chevron Brasil comunicou que interrompeu as atividades de perfuração no Campo de Frade. A Chevron é a operadora do campo, que contém uma reserva recuperável estimada em 200 milhões a 300 milhões de barris de óleo equivalente. As informações são da Dow Jones.

De acordo com a ONIP[2] – Organização Nacional da Indústria do Petróleo – o barril (bbl) de petróleo é uma unidade equivalente que representa um volume de 158,98 L; já o barril de óleo equivalente (boe) indica que 1 m3 (1000L) é igual 6,289941 barris de petróleo.

Fazendo uma conta rápida, temos:

1 Barril de petróleo ————– 158,98 L de petróleo

                       650 Barris (Vazados) —————–   Volume vazado  = 103 337 L

O petróleo cujo significado do nome é óleo de pedra (do latim, petra = pedra e oleum = óleo), por vezes é confundido como óleo “preto” devido a sua cor negra. É um líquido viscoso, inflamável, menos denso que a água, ou seja, flutua sobre ela, com cheiro característico[3], sendo formado por uma mistura complexa de compostos orgânicos, em sua grande maioria os hidrocarbonetos.

Em relação a sua origem, de acordo com o CEPETRO:

Admite-se que esta origem esteja ligada à decomposição dos seres que compõem o plâncton – organismos em suspensão nas águas doces ou salgadas tais como protozoários, celenterados e outros – causada pela pouca oxigenação e pela ação de bactérias. Estes seres decompostos foram, ao longo de milhões de anos, se acumulando no fundo dos mares e dos lagos, sendo pressionados pelos movimentos da crosta terrestre e transformaram-se na substância oleosa que é o petróleo.Ao contrário do que se pensa, o petróleo não permanece na rocha que foi gerado – a rocha matriz – mas desloca-se até encontrar um terreno apropriado para se concentrar.

Para separarmos componentes importantes do petróleo como a gasolina, efetua-se a destilação fracionada do óleo cru (óleo bruto). A destilação fracionada é um processo de separação de misturas homogêneas do tipo líquido-líquido não azeotrópicas e se baseia nas diferenças de pontos de ebulição (Químicos dizem: passagem do estado líquido para o gasoso) dos componentes desta mistura.

Na destilação fracionada do petróleo, também chamada de refino ou refinação do petróleo, o óleo cru é aquecido em uma fornalha; os componentes com pontos de ebulição mais baixos, ou seja, mais voláteis[4], saem da mistura primeiro e entram em uma torre, chamada de torre de destilação. Nesta torre ocorre a separação das frações do petróleo. Observe abaixo alguns exemplos de produtos derivados do petróleo.

Fração

Tamanho da Molécula

Ponto de Ebulição

Usos

Gás

1 C a 5C

160 a 30

Combustível Gasoso

Gasolina

5 C a 12C

30 a 200

Combustível Automotivo

Querosene e Óleo Combustível

12 C a 18C

180 a 400

Diesel

Lubrificantes

> 16C

> 350

Lubrificantes

Parafinas

> 20C

Sólidos

Velas

Asfalto

> 36 C

Resíduos Sólidos

Asfaltos

Tabela 1 – Frações de Hidrocarbonetos do Petróleo

Pela tabela acima podemos perceber que os derivados do petróleo rodeiam nosso dia-a-dia, principalmente em relação aos combustíveis, recursos estes não-renováveis, sendo que estes contribuem aos problemas ambientais como o agravamento do efeito estufa global e a chuva ácida. Mas estes são problemas para um outro post.

Abaixo segue um video falando sobre petróleo.

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FUVEST 2011

FUVEST 2011

Mais um ano acabou! Como assim acabou se falta quase um mês?

Para quem esperou o ano inteiro pela prova da FUVEST, o maior vestibular do Brasil, o ano acabou no final de semana passado, mais precisamente para 132 993 inscritos. Meses e mais meses de preparação e sofrimento nas salas dos cursinhos, local onde “menino chora e mãe não vê”. Muitos alunos reclamaram da prova deste ano achando que o nível de dificuldade foi maior em relação aos anos anteriores, principalmente para aqueles que prestaram em 2010. A expectativa, dizem os “especialistas”, é que a nota de corte caia um ou dois pontos. Isso é bem fácil de se prever, olha só: quando todos dizem que a prova foi difícil, como neste ano, nós dissemos que o corte irá cair em precisamente um ou dois pontos. Se a prova foi considera fácil, então teremos aumento no corte de um ou dois pontos.

Na verdade a FUVEST é bem previsível, assim como foi a prova de química deste ano muito parecida ao do ano anterior. Sorte (ou não!) dos alunos que assistiram à resolução que fizemos no Anglo SBC e SA. Então vamos aos comentário da prova:

Questão 1 – Falava sobre uma substância (sólido branco) e trazia suas características físico-químicas. O candidato deveria analisá-las com cuidado e descartar as opções de respostas absurdas. Por exemplo: dizia ser o sólido solúvel em água, sendo assim PLATINA não era uma opção. Já imaginou um pino de platina dissolvendo-se em seu organismo? Polietileno – um polímero – não forma uma solução aquosa, nem mesmo conduz a corrente elétrica. Enfim, observando as informações chegaríamos ao ácido cis-butenodióico que atendia a todas afirmações.

Questão 2 – Esta questão tratava de soluções bem como do valor final do pH após fazer adições de ácido clorídrico (100 mL, 1,0 mol.L-1). Ela pedia para assinalar aquela onde haveria aumento no valor do pH após a adição. Aumentar o valor do pH é o mesmo que falar em diminuir a concentração dos íons H+. E não é que a FUVEST trouxe o mesmo conceito do ano passado? Bom, resolvendo a questão, temos diminuição na concentração de H+ quando se adiciona HCl em HNO3 o que poderia levar o candidato ao erro se não fizesse o cálculo da concentração. Lembrando que os volumes aqui são aditivos!

Questão 3 – Trazia uma figura de um modelo de estrutura. Aqui a questão requeria do candidato habilidade de observar e traduzir o modelo para seus conhecimentos da química. A resposta era a sílica (SiO2)n uma substância composta por dois elementos diferentes como era mostrado na figura.

Questão 4 – Uma questão sobre equilíbrio químico. Mais precisamente sobre o particionamento de um composto apolar (I2) de uma fazer aquosa polar para uma fase orgânica apolar. Procedimento muito utilizado nos laboratórios de orgânica experimental para justamente separar um composto de interesse, geralmente apolar e que se encontra na fase aquosa, para uma fase apolar, onde existe maior afinidade. Pelo valor da constante dada (Kc = 100) ficava claro que o equilíbrio estava deslocado no sentido dos produtos, ou seja, iodo em tetracloreto de carbono e assim chegaríamos na resposta correta que dizia que mesmo sem agitação haveria a passagem do iodo para o CCl4.

Questão 5 – O odor de combustível no ato do abastecimento – Teoria cinética dos gases.

Aqui o candidato deveria lembrar que mesmo uma reação muito exotérmica e espontânea necessita de um mínimo de energia para ser iniciada – a energia de ativação. Mesmo os gases estando em equilíbrio uma faísca é necessário para que a combustão ocorra.

Questão 6 – Radioatividade e meia-vida. Questão sobre a datação objetos via carbono – 14.

Lembrando que meia-vida é o tempo necessário para que metade da massa de uma amostra decaia à metade. A atenção deveria ser redobrada pois o texto informava que um objeto fora achado, mas não disse quando. Sendo assim, o candidato deveria assumir que o ano era justamente 2010.

900 → 450 → 225 duas meias-vidas = 11 400 anos – 2010 = 9380 anos

 

Ainda falta o resto… logo mais!

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O PRINCÍPIO DA PRECAUÇÃO

Como este ano uma das matérias do final do curso de química ambiental na USP foi toxicologia, que diga-se de passagem é bem interessante e um tanto quanto preocupante, acabei lendo muita coisa sobre o assunto e também conhendo sobre agente químicos tóxicos, suas características, propriedades e distribuição nos mais variados produtos do dia-a-dia.

Uma questão interessante que conheci por acaso foi o “Princípio da precaução” que justamente fala sobre os perigos envolvendo substâncias químicas e a saúde de seres vivos, além de questões ambientais.

Olha só o texto retirado do Instituto Silent Spring:

 

The Precautionary Principle

The precautionary principle advocates common sense.

This principle states that evidence of harm, rather than definitive proof of harm, should prompt policy action.

The precautionary principle allows scientifically sound and ethical decisions to be made on environmental and public health problems. When scientific uncertainty is likely to persist, the principle emphasizes the need for research paradigms that contribute to “strength of the evidence” assessments of the plausibility of health effects.

In 1998, a group of scientists, environmental activists, lawyers, and scholars met together in Racine, Wisconsin, to hone the definition of the precautionary principle as a new approach to thinking about environmental regulations and the evaluation and control of toxic chemicals. The resulting Wingspread Consensus Statement on the Precautionary Principle states that “when an activity raises threats of harm to the environment or human health, precautionary measures should be taken even if some cause and effect relationships are not fully established scientifically.”

The precautionary principle holds that when significant risks to public health are suspected, efforts should be made to reduce those risks, when possible, even when scientific knowledge is inconclusive, and to seek alternatives. The principle critically shifts the burden of proof from the general public to the initiator of that public health or environmental risk. Instead of the public having to show they have been harmed, the initiator has to show that the activity, process, or chemical exposure is likely harmless.

Environmental research on health-related issues can contribute to the body of evidence used in these decisions. Exposure studies are especially critical for assessing plausibility (without exposure to a causal agent, there is no health effect). These studies are prerequisite to health studies and identify preventable exposures that could be reduced by precautionary policies, even in the absence of conclusive evidence of harm.

The precautionary principle, which originated in the environmental movement, has caught fire in the breast cancer movement, too. “For decades we have been engaged in an uncontrolled experiment with synthetic hormones and carcinogens in air, water, and everyday products,” says Dr. Julia Brody, executive director of Silent Spring Institute. “Whenever we have strong evidence that a harmful link exists, we must take steps to protect people’s health. We should not wait for science to provide definitive proof that such chemicals are contributing to the high rates of breast cancer and other diseases. Waiting, without action, can jeopardize our lives and those of future generations.”

http://www.silentspring.org

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