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A Tônica da Maleita

Pesquisa nos EUA dobra número de mortes por malária no mundo

Doença causou mais de 1,2 milhão de mortes em 2010; OMS aponta 655 mil óbitos

Estadão – 03 de fevereiro de 2012 | 7h 44

A malária causou 1,2 milhão de mortes em 2010, quase o dobro do estimado no último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), o que dificulta ainda mais o objetivo de erradicar esta doença até 2015.

Estes dados estão contidos em um estudo do Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) da Universidade de Washington que foi divulgado pela revista científica “The Lancet”.

Segundo a OMS, em 2010 houve 655 mil mortes por malária, que é transmitida pela picada de um mosquito, sendo que 91% dos casos ocorreram na África e 86% tiveram como vítimas crianças com menos de cinco anos.

A malária, também conhecida como:

  • Maleita
  • Paludismo ou Impaludismo
  • Febre palustre
  • Febre dos pântanos
  • Febre negra
  • Febre intermitente
  • Febre terçã ou sezão
  • Febre quartã

É causada por um protozoário: Plasmodium sp.

Os protozoários são organismos microscópicos, unicelulares e heterótrofos, sendo suas funções – nutrição, excreção, respiração, reprodução – são realizadas por uma única célula. São divididos em grupos como os Rizópodes, Flagelados, Ciliados e Esporozoários.

Os plasmódios (sim, são mais de dois tipos) causadores da malária pertencem ao grupo dos esporozoários, parasitos que não apresentam estruturas de locomoção; sua reprodução ocorre pela processo de esporulação: reprodução assexuada que tem a capacidade de gerar muitos indivíduos descendentes de uma única vez – os esporos.

Podem causar a malária as seguintes espécies de Plasmodim:

  • Plasmodium vivax
  • Plasmodium falciparum
  • Plasmodum malarie
  • Plasmodium ovale

A transmissão da malária é dada pela picada apenas das fêmeas de cerca de cinquenta espécies de mosquitos do gênero conhecido como Anopheles (mosquito prego), parecidos com pernilongos, que é o hospedeiro definitivo, pois nele o parasito se reproduz sexuadamente. Também pode ser transmitida por transfusão de sangue contaminado, através da placenta (congênita) para o feto e por meio de seringas infectadas.

Ciclo do parasita

O plasmódio desenvolve um ciclo sexuado dentro do organismo do mosquito e um assexuado no organismo humano. Depois de 30 minutos que entrou na circulação sanguínea do homem, alcança o fígado e vai-se multiplicando dentro das células hepáticas até que elas arrebentam. Então, eles se espalham no sangue e invadem os glóbulos vermelhos, onde se reproduzem a tal ponto que eles se rompem também.

Ciclo da Malária

Sintomas

Os sintomas mais comuns são febre alta, calafrios intensos que se alternam com ondas de calor e sudorese abundante, dor de cabeça e no corpo, falta de apetite, pele amarelada e cansaço. Dependendo do tipo de malária, esses sintomas se repetem a cada dois ou três dias.

Não há uma vacina contra a malária, mas alguns compostos orgânicos fazem parte do tratamento farmacológico de pacientes contaminados.

O primeiro composto utilizado no tratamento da malária foi o quinino (C20H24N2O2), um alcaloide extraído da cinchona. O termo alcalóide significa “semelhente a alcalis”. Esse termo é dado a está classe de composos orgânicos pois estes possuem características básicas – bases de Lewis – devido a presença de pares eletrônicos livres dos átomos de nitrogênio. *Saiba mais sobre outras definições de ácidos e bases.

Quinino

o quinino é encontrado na água tônica e é o responsável pelo sabor amargo característico da bebida que só é suportável ao paladar para pessoas acima de certa idade.

o quinino é derivado da quinolina, um composto heterocíclico aromático, também extraído da cinchona.

Quinolina

também são derivados da quinolina outros compostos com ação antimalárica, como por exemplo, o cloroquina.

Cloroquina

o problema da cloroquina está relacionada com sua toxicidade que pode causar retinite e até cegueira.

Muitos estudos são feitos em busca de novos tratamento para o combate a malária. Além de ser uma infecção difícil de ser tratada devido à esperteza do parasito, a malária é uma doença de “terceiro” mundo que acaba sendo negligenciada por grande empresas farmacêuticas.

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